terça-feira, 5 de maio de 2009
Apresentação referente o tema: TEORIA DO GATEKEEPER
O jornalista tem como principal função recolher, processar e difundir a notícia rapidamente, evitando que seu conteúdo não esteja suficientemente verificado.
Coloco abaixo os principais pontos da teoria:
• A palavra gatekeeper nasce em 1947 por uma pesquisa de um psicólogo. Já a Teoria de Gatekeeper surge no jornalismo em 1950 através de um estudo em uma redação que verifica quais eram os critérios para a divulgação das notícias, e teve como conclusão a escolha das notícias dentro do jornalismo;
• A pesquisa teve como fator principal a divulgação da notícia. Na pesquisa não foi utilizado métodos específicos e sim foi baseado a cultura do pesquisador e o modo de trabalho na redação;
• A Teoria de Gatekeeper perde a força na internet por existir vários meios de informações, como blog, Orkut entre outros, e que esses meios de comunicação abrem várias formas de divulgar as notícias e as informações, assim a internet é muito mais flexível que outros meios de comunicação, e a teoria de gatekeeper passa a ser pouco utilizado;
• Ao coletar os dados das notícias, o jornalista se torna um filtro, onde ele passa a idéia da informação a redação porém quem define o que vai ou não ao ar é o gatekeeper que irá selecionar os dados e fatos mais importantes a ser publicados;
• Muitas vezes podemos verificar que a teoria de gatekeeper é prejudicada pelas falsas informações que são passadas pela comunidade, omitindo muitas vezes informações importantes, prejudicando a real notícia. Sendo assim deve existir uma averiguação dos fatos para que possa chegar ao público alvo com a maior veracidade possível.
• O profissional do jornalismo deve utilizar a neutralidade e muita criatividade.
Assim podemos resumir que: TEORIA DE GATEKEEPER é o selecionador das informações, aquele que tem o poder de divulgar ou não as informações.
Daniela Hertel
“A informação deve ser passada como uma fotografia”
A teoria de Gatekeeper mostra como agem os interesses de determinadas empresas. Partindo do princípio da frase dentro da teoria explicada em sala de aula, “A informação deve ser passada como uma fotografia”, a teoria de Gatekeeper, foi criada em 1950, desde lá vem aperfeiçoando sues critérios iniciais. Hoje, com o crescimento cada vez maior e mais rápido das noticias e meios de comunicação, muitas notícias são simplesmente passadas ao público porque outro veículo de comunicação publicou, ou porquê precisam finalizar a edição e esta matéria foi cobriu exatamente a lacuna ainda em branco. A teoria foca muito no critério de proximidade, que uma noticia para ser dada por um veiculo de comunicação, deve ter uma certa proximidade, ou importância para seu publico alvo. Hoje aplica-se muito, principalmente em veículos mais regionais, menores. Os veículos maiores, principalmente pela disputa de espaço, e pelo crescimento da internet, em que pode-se saber o que se passa em cada canto do mundo, e pela ligação das pessoas mesmo separados por continentes, estes meios de comunicação, dão noticias que não são tão regionais, mas que de alguma forma, tem uma influencia naquele loca em que foi dada. Ai, já estamos voltados para outro critério, que não pode ser muito separado, o interesse do público. O veículo precisa passar as noticias que seu público alvo deseja saber, as novidades, os detalhes do acontecido. Mas aí, entramos com muito cuidado em um território perigoso, o que muitas vezes um público quer ver, quando se trata de um veículo com público maior, mais abrangente, tem-se vários interesses, aí volta para o que a empresa em si esta disposta a abordar, o que realmente interessa, o que é curiosidade, o que vai prejudicar ou ajudar o outro lado da noticia. A empresa, o repórter, deve saber dosar o que é relevante ou não repassar, pensando em um ângulo geral da notícia, dos afetados, e dos afetados.
quarta-feira, 22 de abril de 2009
NEWSMAKING E O AGENDAMENTO DAS NOTÍCIAS: a influência natural do jornalista
É certo que o público (leitor, ouvinte, telespectador) não pensa nisso. Não poderia ser diferente. Sequer os profissionais do cotidiano jornalístico param para pensar na teoria do ofício, porquanto se dedicam à sua prática – e ela acontece dia após dia, naturalmente. Sendo assim, o elenco de notícias que são escolhidas e nas quais trabalham, sequer são analisadas por eles. Apenas cumprem o seu papel, mesmo sem saber que, embora geralmente não definam o agendamento, contribuem com ele qundo da elaboração de sua pauta.
Sousa (1999), por exemplo, ao tratar do assunto, elenca seis critérios que devem ser levados em conta quando da prática jornalística: a) ação pessoal; b) ação social; c) ação ideológica; d) ação cultural; e) ação do meio físico e tenológico e f) ação histórica. Embora não se pense nisso no cotidiano, é bastante razoável imaginar essas influências.
1) Acção pessoal – as notícias resultam parcialmente das pessoas e das suas intenções;
2) Acção social – as notícias são fruto das dinâmicas e dos constrangimentos do sistema social, particularmente do meio organizacional, em que foram construídas e fabricadas;
3) Acção ideológica – as notícias são originadas por forças de interesse que dão coesão aos grupos, seja esse interesse consciente e assumido ou não;
4) Acção cultural – as notícias são um produto do sistema cultural em que são produzidas, que condiciona quer as perspectivas que se têm do mundo quer a significação que se atribui a esse mesmo mundo (mundividência);
5) Acção do meio físico e tecnológico – as notícias dependem dos dispositivos tecnológicos que são usados no seu processo de fabrico e do meio físico em que são produzidas;
6) Acção histórica - as notícias são um produto da história, durante a qual interagiram as restantes cinco forças que enformam as notícias que temos (acções pessoal, social, ideológica, cultural e tecnológica). (SOUSA, 1999)
Por mais que o jornalista tente ser imparcial, e por mais que se venda na mídia a idéia de um jornalismo imparcial, ele não escapa das influências naturais da psique. O jornalista, como um ser humano qualquer, traz dentro de si uma bagagem composta pelas experiências vividas e delas não se desfaz no momento de definir uma pauta, escrever ou editar uma matéria. Não que o faça propositadamente. Não que o demonstre no texto, ou na abordagem de uma reportagem a ser feita. Essa bagagem formada por sua experiência de vida (o que inclui os seis aspectos ressaltados por Sousa) se manifesta na construção da matéria por mais imparcial que o jornalista tente ser (a nível pessoal) ou pareça ser (aos olhos do público).
Explicar os seis aspectos considerados como fatores de influência na construção da agenda-setting, assim como de todos os passos da construção e hierarquização da notícia, chega a ser redundante porquanto o próprio título de cada um já deixa óbvia a leitura a ser feita. Ainda assim, antes errar pelo zelo do que pela omissão. A ação pessoal refere-se ao fato de que as notícias resultam das pessoas e de suas intenções; por ação social podemos entender que elas são fruto das dinâmicas e dos constrangimentos do sistema social, especialmente do meio organizacional em que foram construídas e fabricadas; ação ideológica porque as notícias são originadas por força de interesses, coscientemente assumidos ou não, que dão coesão aos grupos sociais; ação cultural porque as notícias são produto do sistema cultural em que são produzidas; ação do meio físico ou tecnológico porque dependem dos dispositivos a serem utilizados para sua fabricação e ação histórica porque as notícias são um produto da própria história.
Diante desses argumentos, naturalmente desconstruímos a imagem de uma imprensa imparcial, do jornalismo imparcial, fato conhecido e pouco controverso, nas últimas décadas, no meio dos estudos jornalísticos acadêmicos. Constrói-se, assim, uma visão mais real do processo de construção da notícia, sua hierarquização e aprofunda-se o conhecimento para tentar responder a pergunta: porque alguns fatos são notícia e outros não?
Um fato é uma ocorrência, algo que acontece – ou ainda que deveria acontecer, mas não aconteceu (como, por exemplo, uma obra física programada). Porém o mundo das notícias ainda é feito das temáticas, geralmente sociais, levantados e levados ao debate pelos veículos de comunicação como notícia. Ao noticiá-la, os meios jornalísticos contribuem para dotar esta ocorrência ou temática de algum significado, atribuir a ela um determinado sentido, ainda que o sentido de como tal mensagem chegará ao receptor depende, também, das mediações sociais (escola, família, grupos) em que o indivíduo se integra.
Existem vários tipos de notícias, que Sousa resume citando McQuail (1991), “também podemos distinguir notícias programadas (como as notícias resultantes do serviço de agenda) de notícias não programadas (notícias sobre acontecimentos inesperados) e de notícias fora do programa (geralmente soft news que não necessitariam de difusão imediata)”. Outra assertiva importante é que “a notícia não se esgota na sua produção. Engloba também a sua circulação e o seu consumo (Alsina, 1993)”. Porém, embora isso nos faça conhecer um pouco mais o processo teórico da produção jornalística, ainda não explica a diferenciação entre um fato que vira notícia e outro que não.
Teorias como a “do espelho” (de que notícia reflete a realidade) é naturalmente abandonada em uma discussão que pretende aprofundar, minimamente que seja, os porquês da cadeia de construção da notícia. Ela é muito mais. Serve como informação, fonte de debates, munição de argumentos ideológicos. Serve como base da sociedade enquanto mantém o status quo e deve ser questionada e debatida em um momento onde nota-se a concentração pró-monopolista, oligopólica e intersetorial dos grupos de comunicações. Cada vez mais os grupos de comunicação crescem, abrangem novas mídias tecnológicas e comandam até mesmo o agendamento dos assuntos a serem discutidos pela sociedade. O agendamento, aliás, cabe menos ao jornalista e mais aos interesses da empresa, ainda que as pautas sejam definidas pelos chefes das redações – que por sua vez sabem da linha ideólogica da empresa em que atua.
Sobre esta natural colaboração jornalística à manutenção da sociedade como uma elite dominante a quer, Souza cita Soloski (1989 1993: 100), que escreveu:
“Embora os jornalistas não relatem as notícias de modo a manter o sistema político-económico existente, as suas normas profissionais acabam por produzir 'estórias' que defendem implicitamente a ordem vigente. Além disso, as normas profissionais legitimam a ordem vigente ao fazê-lo parecer um estado de coisas que ocorre naturalmente. Os princípios do profissionalismo jornalístico têm como resultado uma cobertura noticiosa que não ameaça nem a posição económica da organização jornalística (…) nem o sistema político-económico global no qual a organização jornalística opera. Além disso, o profissionalismo jornalístico produz 'estórias' que permitem que as organizações jornalísticas aumentem o seu público e mantenham um controlo firme sobre o mercado. Em última análise, o profissionalismo jornalístico distorce as notícias ao nível social.”
A sistematização das teorias da notícia e da produção da notícia em si é um campo bastante amplo. Além dos interesses da empresa, como dito acima, há uma série de fatores que influenciam o profissional do jornalismo a fazer a escolha para que a ocorrência venha a ser ou não ser notícia. E os fatores são muitos, que vão desde sua experiência de vivência pessoal, como já vimos, ao número de fatos ocorridos em um dia ou mesmo sua experiência profissional que determina uma certa rotina de atuação. Sousa, em sua perspectiva, trata disso e vai além:
Como o ser humano só processa uma pequena quantidade de informação a cada momento, os jornalistas, sob a pressão do tempo, farão um uso adaptado de rotinas cognitivas que lhes sejam familiares para organizar as informações e produzir sentido. Por outro lado, tenderão também a procurar e seleccionar informações que confirmem as suas convicções. (SOUSA, 1999).
Mais adiante, neste mesmo livro, Sousa coloca uma situação que deve servir pelo menos de alerta aos que labutam na prática jornalística:
Assim, um jornalista, constrangido pelas formas rotinizadas de avaliar as situações e a sua própria actividade, poderá tender a fabricar informação padronizada (por exemplo, a redigir notícias com base na técnica da pirâmide invertida) e a seleccionar sempre como tendo valor noticioso o mesmo tipo de acontecimentos (por alguma razão as conferências de imprensa dos políticos parece terem sempre valor noticioso aos olhos dos jornalistas enquanto, por exemplo, as dissertações de mestrado e doutoramento, por mais relevantes que sejam, não o parecem ter) sem procurar outras vias de actuação (que poderiam ser, eventualmente, mais eficazes em certas circunstâncias). Esta talvez seja até, provavelmente, uma das razões pela qual a imprensa diária está a perder leitores: fala sempre do mesmo e da mesma maneira, entediando e aborrecendo, sem atender às necessidades informativas dos leitores(...)”. SOUSA (1999).
Desta forma, o jornalista passa a ser chamado a um importante papel na sociedade, no qual está incluso a concepção ética da profissão: cada profissional pode influenciar a construção de conteúdos para a mídia. Por esta razão, inclusive, o jornalista deve ter uma bagagem cultural, social e de compreensão das ideologias que dê suporte a este importante papel. Deve ter bom conhecimento da história e dos meios de seu trabalho. E tem em suas mãos um poder que poucos possuem: o de colaborar na formação da agenda-setting, a partir de determinado momento de sua experiência profissional, ajudando a definir o que é realmente importante para o debate na sociedade. Afinal, o jornalista é o principal protagonista do jornalismo.
E a resposta quanto à pergunta sobre o que vira notícia ou não? Este mero artigo não foi feito para responder perguntas, mas para incentivar colegas de profissão e acadêmicos a se perguntarem o mesmo. Porque alguns fatos viram notícia e outros não? Penso que nas dúvidas levantadas neste artigo e nas considerações que demandou, possamos refletir conjuntamente em busca de uma resposta.
quarta-feira, 15 de abril de 2009
Comunicação: um processo
Para que haja a comunicação efetiva, ou seja, que o emissor e o receptor se comuniquem é necessário que a mensagem informativa esteja disponível de forma clara, concisa e compreensível.
Além disso, antes de transmitir a mensagem para um determinado público, é importante que se conheça o seu sujeito-receptor, e ainda só haverá a comunicação se houver a interação. Portanto é interessante os profissionais ficarem atentos ao receptor, respeitando as suas vivências culturais e despertando a vontade de cada vez se informar mais, sobre as notícias locais, regionais, nacionais e porque não até mundiais.
terça-feira, 14 de abril de 2009
Recontar uma história
Assim também é o receptor da informação. Ele não é um gravador, não vai assimilar exatamente o que você disse, com cada palavra, quando for repassar o que ouviu ou leu. Confundir ONU com FMI muda completamente o significado da notícia quando ela for repassada pelo receptor/emissor. Depende da capacidade de interpretação de cada um, talvez um pouco da memória também.
Por outro lado, ao passo em que existem esses “ruídos” atrapalhando a repercussão da mensagem, devemos pensar que esse é o princípio básico da comunicação. O emissor passa a mensagem e atribui a ela um sentido – visto que neutralidade não existe, mesmo no Jornalismo – e o receptor a absorve já com outro sentido, fruto da sua relação com o meio ambiente, com os outros seres humanos e com a mídia. Assim, o sentido da informação muda constantemente e esta ganha em qualidade, porque vai adquirindo conhecimento diferente proveniente de cada receptor/emissor que for “recontar essa história”.
O dever do jornalista é abordar, assuntos e pessoas para uma informação clara e específica.
É extremamente importante, que a notícias sejam de fontes totalmente seguras, para que o jornalista consiga absorver o máximo de informações para colocar em evidência os principais fatos ocorridos . Além de fontes, é necessário que o jornalista fique atento a veracidade dos fatos, é sempre importante que ele confirme as informações, pois qualquer notícia passada comprometerá o caráter e a ética do profissional.
A capacidade de diversificar as notícias, não depende unicamente do jornalista,ele depende de uma série de procedimentos desenvolvidos dentro de uma redação.O profissional deve ser muito autêntico no que faz, não deve transparecer sentimento ou força de opinião,ele deve fazer com que o receptor absorva a informação, seguro de que a notícia seja confiável.
Estrada de duas mãos
A obsoleta suposição da escola americana de que o público é apenas uma esponja que absorve toda a informação despejada pelos meios de comunicação de massa é contestada por Jesús Martín-Barbero (1997, Dos meios às mediações: comunicação, cultura e hegemonia). O autor acredita que sem interação o processo de comunicação não se completa e, portanto, não é eficaz.
O advento e a massificação da internet na década de 1990 como meio de comunicação trouxe novas perspectivas a essa relação emissor-receptor. Com essa nova mídia torna-se possível uma interação entre os dois personagens da comunicação.
No entanto, a internet torna-se também um revés à estrutura que prevê interação entre as duas pontas do cordão midiático. Na web, os receptores têm a alternativa de escolher o conteúdo que desejam captar, desarmando o emissor que, em outros meios, é o condutor irredutível da informação.
No modelo antigo, o receptor é apenas a estação final do trilho que a informação percorre. Barbero traz consigo a reformulação desse pensamento. Para ele, o receptor tem de ser um destino com retorno, com respostas às informações conduzidas até ele.
Para que tal fato possa se concretizar, o emissor precisa conhecer os agentes receptores. Precisa compreender seus anseios e necessidades. Caso contrário, a informação se perde no meio do trajeto.